Simbologia Animal

November 8, 2014

 

 

Quando nós invocamos algum animal, chamamos a sabedoria do conjunto das espécies. O simples fato de procurar deliberadamente o seu poder e de inclui-lo em nossa vida pode transformar completamente a nossa maneira de viver. Você não estará chamando espíritos de animais mortos ou vivos, não deve procurar o seu animal de poder fora de você, ele está no seu interior.

Ao invocarmos a Águia, invocamos o poder, conhecimento e experiência de todos as águias, da alma coletiva, da essência espiritual do animal que vive na Terra, e no Mundo Espiritual.
 

Deve-se estudá-lo atentamente para aprender mais coisas a respeito de sí próprio. Quando interagimos com os animais, nós aprendemos a vê-los e tudo na natureza toma um novo caminho. Nós chegamos para apreciar e reverenciar a sabedoria e poder, inerentes a todos os seres da natureza. Nós temos nos desenvolvido na ciência, tecnologia e habilidade analítica, mas os espíritos animais têm outros poderes que, em alguns caminhos, vão além de todos os nossos próprios. Nós podemos receber a sua orientação e sermos curados por sua medicina, por invocar seus poderes até nós.


Podemos usar os totens animais para aprender sobre nós mesmos e sobre mundos invisíveis. Há uma força arquetípica que se manifesta através dessas criaturas. Esses arquétipos têm suas próprias qualidades e características refletidas pelos comportamentos e hábitos dos animais.


Um xamã pode ter vários animais de poder como auxiliares para objetivos específicos. Você poderá trabalhar com outros animais e os descobrirá à medida que for desenvolvendo habilidades xamânicas, mas seu animal principal continuará sempre sendo o mais importante para você. Alguns xamãs não aconselham revelar o seu animal de poder para outras pessoas, outros falam publicamente. Considero que o certo, nesse caso, é que cada um ouça a sua voz interior e que tenha uma clara e boa intenção ao revelar.


Quando encontrar seu animal você saberá, ou então ele se comunicará com você de alguma maneira. Se quiser poderá falar com ele. Ao voltar da viagem ele o acompanhará através do túnel, de forma que a energia dele estará ao seu lado, o tempo todo, pronta para ser usada quando você quiser.

Comece a meditar sobre seu animal, faça visualizações simples, imagine-o na sua frente. Deixe que ele se comunique telepaticamente com você. Veja como ele pode ajuda-lo em diferentes áreas da sua vida. Não use o racional, não se preocupe em entender, vá com o coração e a mente de uma criança. Assim obterá uma conexão mais forte com ele.

 

 

 

 

Nosso relacionamento com o reino animal pode ser poderoso e significativo hoje, como era no passado.


Tanto no folclore africano como na mitologia grega, a harmonia da humanidade com os animais reflete-se na dieta vegetariana do Primeiro Povo. Nossos primeiros antepassados evitavam a mortandade de animais para se alimentar. Viam a natureza como parte dela. Sonhavam e caminhavam em realidades inseparáveis, o natural e o sobrenatural se fundiam.


No passado xamãs, sacerdotes e sacerdotisas mantinham o sagrado conhecimento da vida. Eles eram, capazes de andar por mundos invisíveis. Eles sabiam que os animais falavam quando você sabia ouvir.


O que está acima está abaixo. Este princípio ensina que todas as coisas estão conectadas. Nós não podemos separar o físico do espiritual, o visível do invisível. Este princípio traz um dos significados para resolver muitos paradoxos e descobrir segredos da natureza. Por essa razão estudar os totens animais é essencial para entender como o espiritual se manifesta com a vida natural.


O totem é algum objeto, ser ou animal cuja energia nós nos associamos durante a vida. Muitas pessoas consideram os animais irracionais, com menos consciência, menos inteligente, menos importante que nós mesmos. A sociedade os vê simplesmente como cobaias em laboratórios, peças de exposição em zoológicos, para serem consumidos como comida ou adornos, ou como os mau-acostumados bichos de estimação.



Podemos estar acima do passado de centenas de anos de destruição causados, quando agíamos sem a sabedoria do coletivo e de nossos ancestrais. Se pensarmos mais como os povos xamânicos e não sermos arrogantes na nossa visão sobre os animais, poderíamos receber dádivas da medicina animal. Níveis profundos de comunicação com os animais estão abertos a quem tiver paciência e abertura de coração suficientes.

Nós podemos usar a imagem animal como meio de aprender sobre nós mesmos e sobre mundos invisíveis. Esses arquétipos têm suas próprias qualidades e características que se refletem através de comportamentos e atividades dos animais e outras expressões da natureza.


O animismo considera toda a natureza espiritualmente viva. O homem tinha parentes e aliados no mundo das plantas, dos minerais, e dos animais. Os nativos norte-americanos dizem: "Não é apenas o homem que foi feito à imagem de Deus: também foram o Jaguar, o búfalo, o urso, a águia, a serpente, as borboletas, as árvores, os rios e as montanhas".

 

 

Os animais estão mais próximos do que nós da fonte divina. Cada espécie de animal tem um "animal mestre" que é também um poder espiritual e com o qual temos que nos relacionar. Cada animal evidencia uma característica, ou um estado de espírito, um instinto, um afeto. O pânico à vista ou proximidade de certos animais parece um resíduo em nossa psique. Arquetipicamente essa emoção está ligada a Pã, o deus arcaico dos animais, que podia encher de pânico tanto animais como homens.


Há evidências, tanto de uma perspectiva histórica quanto do ponto de vista da ciência, de que algo semelhante à comunicação mental estabelece uma continuidade entre humanos e animais, de que esta comunicação pode ser surpreendentemente profunda e que não pode ser explicada por intercâmbios físicos conhecidos; e às vezes, representa uma inegável natureza não localizada. Para muitas culturas antigas, seria impensável não compartilharmos a consciência com outras formas de vida.

A capacidade de entender-se com os animais está preservada nas tradições xamânicas de quase todas as culturas tribais. Uma parte notável do ritual é o encontro com um animal, que se torna seu espírito guardião, revelando-lhe conhecimentos secretos, que não raro incluem a linguagem dos animais. Entre os índios da América Central o espírito guardião é conhecido como nagual.



O elo estreito e íntimo entre o ser humano e o nagual se expressa na capacidade do xamã transformar-se nesse animal familiar. O antropólogo australiano A. P. Elkin em seu estudo dos aborígenes atesta que o animal totêmico avisa a réplica humana do perigo e chega a prestar-lhes serviços. Segundo Mircea Eliade durante a iniciação xamânica, o futuro xamã deve conhecer a linguagem secreta dos espíritos animais. Com freqüência a linguagem secreta tem sua origem na imitação dos gritos dos animais.


Imitar a voz dos animais, utilizar sua linguagem secreta durante uma sessão, é uma ferramenta para o xamã circular livremente pelas zonas cósmicas. Incorporar o animal durante uma sessão é mais que uma possessão, na verdade é uma transformação mágica de um xamã no animal. Uma das outras formas usadas era a máscara.



Eliade prossegue: "A amizade com os animais, o conhecimento de sua linguagem e a transformação em animal são outros tantos sinais de que o xamã restabeleceu a situação paradisíaca, perdida no aurorescer do tempo."



O animal sobrenatural serve como uma janela para dimensão transpessoal. Seus olhos, quando se vê através deles, abrem-se para o abismo, o reino Nagual, a causa secreta. Se os olhos comuns são janelas da alma, os olhos do animal onírico podem abrir-se mais profundamente para o reino do espírito.

As cobras estão entre os mais primários e poderosos dos animais simbólicos. As cobras vivem em lugares escondidos, na terra ou na água . São venenosas, e potencialmente usadas como remédios. A mais importante é a sua capacidade de mudar de pele, que se tornou um símbolo primário da transformação. O lado sinistro da cobra foi tão ressaltado que suas dimensões positivas foram esquecidas.

 

Os animais eram sagrados para Ascépio ( ou Esculápio ) , o deus da Cura, e ainda aparecem em seu símbolo, como o caduceu, enroscada num bastão e coroadas de asas ( o símbolo da medicina ). Os dois sutis canais de prana : ida e pingala, assemelham-se a serpentes do caduceu enroladas no canal central da espinha, o sushumna.



O simbolismo indica uma profunda ligação simbólica entre a serpente e a força vital da própria vida. A tarefa do iogue é despertar a serpente kundalini adormecida (força espiritual adormecida no corpo) que está enroscada num falo, ou linga, na base da espinha, e leva-la através de um canal central. Se houver pureza quando a serpente chega a cabeça, ela sentira o samadhi (ou consciência cósmica) Também os chacras possuem um animal simbolizando o veículo do bija.



Como serpentes, os cavalos também simbolizam alguns aspectos da energia psíquica. O cavalo possibilita ao homem entrar em contato com seu lado instintivo, e ter maior domínio sobre ele. Veados podem ser mansos ou selvagens. Tem a conotação da energia que nos leva.


Campbell escreveu sobre o papel do olho do animal e seu simbolismo nas cavernas paleolíticas. Está associado com o Sol, ou com o olho solar e também com o leão e a águia. É a porta do Sol, a porta do Xamã, a passagem através do mundo da matéria para chegar ao espírito. Jung, em vários dos seus escritos, também explorou esse aspecto do simbolismo animal e espiritual.


Nas Américas Central e do Sul um xamã pode se transformar em jaguar e vice-versa. Há índios que pintam o corpo imitando um jaguar e assim ganham força e as habilidades do animal. Os totens animais simbolizam energias específicas que nos alinham com a vida. Quando nós prestamos atenção e estudamos um totem, nós estamos honrando a essência deles. Nós podemos evocar essa essência para entender melhor nossa vida e as circunstancias com mais clareza. Nós podemos compartilhar de seu poder ou da sua medicina.

 

 

Os animais terrestres têm sempre tido uma forte simbologia associada a eles. Eles têm representado o lado emocional da vida, refletindo qualidades que devem ser superadas, controladas, ou re-expressadas. Eles também são símbolos de poderes associados com reinos invisíveis que nós podemos aprender a manifestar no visível. Pássaros podem freqüentemente ser considerados os símbolos da alma.



Suas habilidades para voar refletem a habilidade dentro de nós para voarmos para novas qualidades, servir de ponte entre o céu e a terra. Nos totens pássaros cada um tem suas próprias características, mas eles podem ser usados para estimular grandes vôos de esperança, inspiração e idéias.

Os aquáticos também podem ser totens. A água é um símbolo ancestral do plano astral e o elemento criativo da vida. Vários peixes e outras formas aquáticas de vida simbolizam orientação para expressões de intuição, imaginação criativa, e o fluir das nossas emoções. Eles podem refletir o lado feminino ou nossa essência.

Os insetos também fazem parte da natureza, eram mitos de fertilidade no Egito, a Mulher Aranha quem criou o Universo. Chegou o momento para rever nosso vínculo ancestral com os animais.

 

Os animais devem ser tratados com respeito, devem ser honrados e bem estudados porque são manifestações dos poderes arquetípicos que estão por trás das transformações da alma humana. Eles nos falam de nossas compulsões ou instintos, como o comportamento dos filhotes e das aves acompanhando uma figura materna. O animal torna-se símbolo de uma força específica, energia invisível, espiritual manifestando-se em nossa vida.

Que nosso caminho seja guiado e protegido novamente pela sabedoria ancestral da Terra.

 

 

 

 

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